Síndrome do Pânico
- João Paulo de Carvalho Maschio
- 11 de nov. de 2025
- 2 min de leitura

A Síndrome do Pânico é um transtorno psicológico caracterizado por crises intensas de medo ou desconforto, que acontecem de forma súbita e inesperada. Essas crises são chamadas de ataques de pânico.
Segundo o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), um ataque de pânico é uma onda abrupta de medo ou desconforto intenso, que atinge seu pico em poucos minutos, acompanhada de pelo menos quatro dos seguintes sintomas:
Coração acelerado ou palpitações
Suor excessivo
Tremores
Falta de ar ou sensação de sufocamento
Sensação de desmaio ou tontura
Calafrios ou ondas de calor
Náusea ou dor abdominal
Formigamentos
Medo de "perder o controle", "enlouquecer" ou até "morrer"
Sensação de que as coisas ao redor não são reais (desrealização) ou de estar fora do próprio corpo (despersonalização)
Essas crises podem acontecer mesmo sem uma ameaça real presente, o que gera confusão e medo de que aconteçam novamente. Isso leva muitas pessoas a evitarem lugares ou situações — o que pode limitar a vida social e profissional.
Principais sinais da Síndrome do Pânico
Crises súbitas de medo intenso, sem motivo claro
Sintomas físicos fortes, como se o corpo estivesse enfrentando uma emergência
Medo de ter outra crise, o que leva a evitar situações cotidianas
Ansiedade antecipatória, ou seja, medo constante de que um novo ataque aconteça
O que fazer?
Procure ajuda profissional
Psicoterapia é altamente eficaz para tratar a Síndrome do Pânico. Técnicas baseadas na regulação do sistema nervoso, como as que usam a Teoria Polivagal, ajudam a restaurar o senso de segurança no corpo.
Respire de forma consciente
Exercícios de respiração lenta e profunda podem ativar o sistema de calma (vagal ventral) e ajudar o corpo a sair do estado de alarme.
Movimente-se
Caminhar, dançar ou fazer exercícios leves pode ajudar o corpo a “liberar” a ativação da luta ou fuga e voltar ao equilíbrio.
Evite lutar contra a crise
Tentar "forçar" o fim de um ataque de pânico pode piorar os sintomas. Tente observar, respirar e lembrar: "Isso vai passar".
Crie rotinas de autocuidado
Dormir bem, manter uma alimentação equilibrada e buscar relações seguras são fundamentais para o sistema nervoso se sentir protegido.
A Síndrome do Pânico é uma resposta real do corpo, mesmo quando não há um perigo externo. Ela não é frescura, não é loucura, é uma resposta mal-adaptativa e tem tratamento. Entender como seu corpo funciona é o primeiro passo para recuperar a segurança, a autonomia e a confiança em si mesmo.

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