Depressão
- João Paulo de Carvalho Maschio
- 11 de nov. de 2025
- 3 min de leitura

O que é depressão?
Você provavelmente já ouviu alguém dizer:
“Estou me sentindo para baixo, acho que estou em depressão.”
Mas a depressão vai muito além de estar triste ou desanimado. Ela é uma condição de saúde mental séria, que merece cuidado, atenção e compreensão.
A depressão não é apenas “estar triste” ou “desanimado por alguns dias”. É uma condição de saúde mental reconhecida e descrita no DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), que pode afetar profundamente a forma como a pessoa se sente, pensa e vive.
Segundo o DSM-5, para ser considerada um episódio depressivo maior, a pessoa precisa apresentar, por pelo menos duas semanas, alguns dos seguintes sintomas abaixo:
Principais sinais de depressão:
Tristeza persistente ou sensação de vazio;
Perda de interesse ou prazer em atividades que antes eram prazerosas;
Cansaço excessivo ou falta de energia quase todos os dias;
Dificuldade para dormir (insônia) ou dormir demais (hipersonia);
Alterações no apetite (comer muito mais ou muito menos);
Dificuldade de concentração, pensamentos lentos ou dificuldade de tomar decisões;
Sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva;
Pensamentos de morte ou suicídio.
*Nem todas as pessoas apresentam todos os sintomas, mas é o conjunto deles que sinaliza um quadro depressivo.
O que fazer?
Se você ou alguém próximo está passando por algo parecido, aqui vão algumas sugestões:
Busque ajuda profissional – Psicólogos e psiquiatras são os profissionais indicados para ajudar com diagnóstico e tratamento.
Não se isole – Por mais difícil que seja, manter contato com pessoas confiáveis pode fazer diferença.
Movimente-se aos poucos – Caminhar, se alongar ou fazer alguma atividade física leve pode ajudar a sinalizar ao corpo que ele está seguro.
Cuide do básico – Comer, dormir e se hidratar são atitudes simples que têm impacto direto no funcionamento do sistema nervoso.
Práticas que regulam o sistema nervoso – Técnicas de respiração, meditação, toque afetuoso e atividades que promovem conexão (como estar com um animal de estimação, ouvir música, conversar com alguém de confiança) podem ajudar a sair do estado de colapso.
A psicoterapia pode te ajudar
A psicoterapia pode ajudar uma pessoa com depressão de várias formas, atuando tanto nos sintomas imediatos quanto nas causas mais profundas.
O psicólogo ajuda a identificar:
Pensamentos automáticos negativos;
Crenças limitantes sobre si mesmo, o mundo e o futuro;
Situações e gatilhos que pioram os sintomas.
No DSM-5, esses padrões cognitivos e emocionais estão ligados à manutenção do episódio depressivo.
Muitas pessoas com depressão se sentem incompreendidas ou julgadas.
Na psicoterapia, existe um lugar onde você não precisa “fingir que está bem”, um espaço seguro onde o sofrimento é reconhecido e validado. Isso já começa a regular o sistema nervoso, diminuindo a sensação de ameaça constante.
São comuns sensações de apatia, falta de energia e desconexão.
A psicoterapia, especialmente quando integra técnicas corporais e de conexão relacional, pode:
Proporcionar um ambiente seguro e uma relação segura, promovendo ao organismo do paciente sensação de segurança;
Estimular através de técnicas e exercícios o retorno gradual do paciente a um estado de segurança proporcionando mais energia e engajamento social (capacidade de se conectar e permanecer conectado consigo mesmo e com os outros);
Ensinar exercícios de respiração, movimento e grounding para ajudar na autorregulação.
A terapia não é só “falar sobre o problema”:
Ensina sobre o funcionamento do organismo de forma fisiológica para que o paciente e torne um"operador ativo"do próprio corpo;
Ajuda a construir ferramentas práticas para lidar com crises;
Ensina a reconhecer sinais precoces de recaída;
Trabalha no fortalecimento de vínculos sociais e no resgate de atividades significativas.
A depressão frequentemente rouba o senso de propósito.O terapeuta pode ajudar a pessoa a:
Retomar metas pequenas e realistas;
Reconstruir hábitos saudáveis;
Resgatar interesses e prazer na vida.
Quando entendemos quem somos e o quê, como, por que e pra quê sentimos, começamos a ter mais clareza sobre onde estamos e para onde queremos ir. Os caminhos são individuais, particulares de cada um, mas a meta é uma só, sentir conexão segura.

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